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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Os organismos mais velhos do Planeta

Mäyjo, 15.03.17

Rachel Sussman é uma fotógrafa de Brooklyn que percorre o mundo à procura dos mais velhos organismos vivos do planeta, alguns com mais de 2.000 anos. O objectivo é fotografar estes organismos antes que desapareçam da face da terra.

 

As fotografias de Sussman estão compiladas em livro – The Oldest Living Things in the World – e pode-se observar árvores, líquenes, musgos e outras plantas estranhas que raramente são vistas. Estas formas de vida milenares foram encontradas em locais isolados como a Antárctida, Gronelândia, Namíbia e o deserto de Atacama, no Chile, onde Sussman encontrou um organismo com 3.000 chamado La Yareta, uma espécie de bolbo gigante verde.

Para o projecto fotográfico, Sussman colaborou com uma equipa de biólogos que a ajudaram a identificar os organismos. A fotógrafa começou a sua investigação visual num “ano zero”, fotografando o passado no presente.

Na Gronelândia, por exemplo, a fotógrafa encontrou líquenes que apenas crescem um centímetro por século. Na Austrália fotografou estromatólitos, organismos pré-históricos ligados à oxigenação das plantas e aos primórdios da vida na Terra. O seu trabalho é uma revelação perspicaz que retrata a história do planeta através de algumas das formas de vida mais antigas, antes que desapareçam.

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1.Estromatólito (Austrália) – entre 2.000 a 3.000 anos8

2.Floresta de Alerce (Chile)

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3.Welwitschia (Namíbia) – 2.000 anos

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4.Coral Cérebro (Tobago) – 2.000 anos

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5.Lomatia Tasmanica (Tasmânia, Austrália) – 43.600 anos16

6.Armillaria (Oregon, EUA) – 2.400 anos

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7.Pando (Utah, Estados Unidos) – 80.000 anos2

8.Yareta (deserto de Atacama, Chile) – mais de 3.000 anos3

9.Pinheiro Bristlecome (Califórnia, EUA)

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10.Lagarostromos (Tasmânia, Austrália) – 10.500 anos5

11.Musgo da Antárctida (Antárctida) – 5.500 anos6

12.Carvalho de Palmer (Califórnia, EUA) – 13.000 anos7

13.Árvore do Senador (Florida, EUA) – 3.500 anos

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14.Cedro japonês (Japão) – 2.180 a 7.000 anos

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15.Floresta subterrânea (África do Sul) – Desaparecida

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16.Líquen (Gronelândia, Dinamarca) – 3.000 anos

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17.Faia da Antárctida (Austrália) – 6.000 anos

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18.Eucalipto raro (Austrália) – 13.000 anos

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19.Boabab de Segole (África do Sul) – 2.000 anos

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20.Amostra de solo com actinobactéria da Sibéria – 400.000 a 600.000 anos

 

EM PORTUGAL, 10% DAS BORBOLETAS DIURNAS ESTÃO AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

Mäyjo, 07.03.17

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Excesso de urbanização, alterações climáticas e destruição de habitats estão a acabar com 10% das borboletas diurnas em Portugal. Este é o diagnóstico agora divulgado por uma investigadora que propõe a elaboração de um livro vermelho das espécies.

 

Eva Monteiro, investigadora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, revelou que 10% das espécies de borboletas diurnas em Portugal poderão estar ameaçadas de extinção.

A especialista admite que são necessários mais estudos de campo para confirmar esta estimativa e considera que para o efeito é necessário proceder à elaboração de uma lista vermelha dos invertebrados de Portugal. Este documento, que junta os grupos de animais existentes, por zona, e especifica o seu estado de conservação é, na opinião da investigadora, uma ferramenta essencial.

Segundo Eva Monteiro o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Sociedade Portuguesa de Entomologia, o Instituto Português de Malacologia e o Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal estão disponíveis para colaborar com o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF) e elaborar aquela lista vermelha.

Segundo a especialista, os únicos registos de dados existentes são conseguidos através de observações das pessoas, que os divulgam na internet. Em muitas espécies, esta participação tem contribuído para aumentar os pontos conhecidos, sublinhou.

Os principais factores que ameaçam as borboletas, segundo Eva Monteiro, é a destruição dos seus habitats, com diferentes causas, como o abandono ou a mudança de utilização dos campos, o excesso de pastoreio, os pesticidas as alterações climáticas e o excesso de urbanização.

O país tem 135 espécies de borboletas diurnas, as mais conhecidas, e 2.500 nocturnas.

Foto: Luis Markes / via Creative Commons

ESTAMOS A LEVAR MAIS DE 300 ESPÉCIES DE MAMÍFEROS À EXTINÇÃO, GRAÇAS AOS NOSSOS HÁBITOS ALIMENTARES

Mäyjo, 28.10.16

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Mais de 300 espécies de mamíferos, desde chimpanzés, hipopótamos e morcegos, estão a ser comidas até à extinção pelo Homem, de acordo com um estudo internacional agora lançado sobre o comércio de carne de animais selvagens.

 

O comércio de carne de animais selvagens é pratica comum antiga para populações rurais espalhadas pelo mundo. Mas à medida que as malhas do desenvolvimento se apoderam destas zonas, a carne destes animais está a deixar de ser um meio de sobrevivência, para ser visto como um negócio lucrativo, deixando a pouco e pouco estes locais desprovidos de toda e qualquer vida selvagem.

estudo agora publicado na revista Royal Society Open Science alerta exactamente para esta realidade: se não forem tomadas medidas urgentes para contrariar esta situação, a extinção de algumas destas espécies levará ao colapso do sistema que suporta a alimentação destas populações.

Os investigadores guiaram-se pela “lista negra” da International Union for Conservation of Nature’s (IUCN) para identificarem quais as espécies em vias de extinção, como consequência da caça para alimentação. Pelo cruzamento de dados, descobriram que 301 espécies, ou seja 7% de todos os mamíferos terrestres avaliados pela IUCN e cerca de um quarto dos mamíferos em vias de extinção, estão em perigo.

“Há uma imensidão de coisas ruins que afectam a vida selvagem, actualmente. A degradação e perda de vida selvagem sobressaem, mas temos também de prestar atenção ao colossal impacto que a caça de carne de animais selvagens provoca no ambiente”, esclarece David Macdonald, responsável por esta equipa de investigação, ao The Guardian.

“O número de caçadores envolvidos neste esquema aumentou, e a penetração das redes rodoviárias para os lugares mais remotos é tal que se torna impossível controlar. O que antes era apenas um coelho na panela de uma família na zona, torna-se agora algo comercialmente apetecível. Nos Camarões, só para dar um exemplo, ao amanhecer é possível ver uma imensa fila de táxis saindo para as áreas mais remotas destes locais, para regressarem ao fim do dia carregadas de carne de animais selvagens, para vender na cidade mais próxima”, alerta David.

É bastante difícil contabilizar a verdadeira dimensão global do comércio de carne de animais selvagens. Números de 2011, do Center for International Forestry Research, estimavam que perto de 6 milhões de toneladas de animais eram “recolhidas” todos os anos. Outro estudo indicava ainda que perto de 89 mil toneladas de carne, com um custo aproximado de $200m, eram retiradas todos os anos da selva da Amazónia. Esta carne é traficada para o exterior, com umas impressionantes 260 toneladas de carne a serem apreendidas todos os anos, apenas no aeroporto de Charles de Gaulle, em Paris.

Foto: Carl de Souza/AFP